carllex
Arquivo de trabalhos e ideias
Servirá também para relatar ideias e contextos de trabalho.
BLOGUE EM CONSTRUÇÃO
quarta-feira
segunda-feira
Mudar a estratégia quando nada nos acontece... pode trazer novas perspectivas...
Havia um cego sentado na calçada em Paris, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira que, escrito com giz branco, dizia:"Por favor, ajude-me, sou cego".
Um publicitário, da área de criação, que passava em frente a ele, parou e viu umas poucas de moedas no boné. Sem pedir licença, pegou no cartaz, virou-o, pegou no giz e escreveu outro anúncio.
Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi-se embora.
Pela tarde, o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia esmola.
Agora, o seu boné estava cheio de notas e moedas.
Pela tarde, o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia esmola.
Agora, o seu boné estava cheio de notas e moedas.
O cego reconheceu as pisadas e perguntou-lhe se tinha sido ele quem reescreveu o seu cartaz, sobretudo querendo saber o que tinha escrito!
O publicitário respondeu:
"Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras".
Sorriu e continuou seu caminho.
O cego nunca soube, mas o seu novo cartaz dizia:
"Hoje é Primavera em Paris, e eu não posso vê-la".
Etiquetas:
História do cego
terça-feira
PROJETO BYORK
Foi lançado um concurso pela cantora Byork para fazer um video clip onde estivesse inserido o manequim presente:
Foi estudado uma maquete (pelo celso Leite) que me pediu para construir uma marioneta para representação:
Aqui está o modelo a seguir:
E aqui está a marioneta que montei:
Foi toda construída em Pasta de Fimo :)
domingo
segunda-feira
PROJETO REVISTA
Um dos aspetos indispensáveis para a compreensão da linguagem do teatro de
marionetas é a conceção de movimento.
É espantoso quando o movimento da marioneta é tão convincente que logo
relacionamos com o movimento do ser humano. Essa é uma etapa importante a ser
conquistada no trabalho com a marioneta, para em seguida criar o movimento
próprio do personagem, com ritmos, respirações e intenções próprias.
O maior desafio do marionetista é fazer com que a marioneta se possa
expressar, produzindo a impressão de vida num corpo que se encontra fora do
nosso próprio corpo, e isso exige íntima relação do ator/marionetista com o objeto.
Para que isso aconteça é também necessário dominar as técnicas de
manipulação, garantindo que facilmente o manipulador se confunde com o objeto
manipulado, os sentimentos de um são imediatamente transmitidos ao objeto, que
por sua vez são interpretados pelo público.
Para adquirir a técnica é necessário dedicação, repetição de movimentos,
domínio do foco, da neutralidade, controle sobre a respiração, sobre a força da
presença da marioneta, o seu peso e eixo, dominar a técnica da triangulação, o
ritmo, os silêncios, a qualidade da voz do ator/marionetista, princípios que só
serão obtidos no trabalho árduo sobre a técnica de manipulação.
A marioneta inerte é um objeto, e o que o transforma em elemento teatral é
a ação dramática, e quando o ator/marionetista manipula a marioneta, é também o
seu corpo que atua em cena.
A busca por um trabalho que reúna o desenvolvimento destas habilidades de
neutralidade e contracena, exige do marionetista uma pesquisa no campo do
teatro e da dança, procurando ferramentas técnicas que o auxiliem no
desenvolvimento corporal.
O trabalho corporal do ator/marionetista não é assim limitado à apropriação
de uma técnica por meio da repetição de exercícios, pois cada movimento em
palco tem um significado e o ator/marionetista que trabalha com esse modelo,
concentra-se não apenas nos movimentos da marioneta, mas também nos movimentos
do seu próprio corpo. Os movimentos realizados pela marioneta são pensados e
estudados para que transmitam o significado escolhido, bem como os movimentos
do marionetista. Neste trabalho de movimento e cumplicidade a marioneta e o
marionetista trabalhem em consonância com a cena.
Nesta fase é necessário existir uma partitura gestual e de ação.
Se a
marioneta por si só não se movimenta, toda a construção de movimentação tanto
do marionetista como da marioneta deve ser estruturada.
Se o ator/marionetista no seu trabalho está aberto às diversas
possibilidades, técnicas e de linguagens, disposto a fazer descobertas, e
predisposto a se surpreender com a marioneta, o seu trabalho de certeza que
ganhará dimensão e alma, indispensável para a criação de um espetáculo de
teatro de marionetas. A disponibilidade para descobrir e jogar permite ao
marionetista estar atento e ampliar a sua técnica e o seu domínio sobre
qualquer objeto/marioneta, olhando-o mais intimamente, percebendo a
possibilidade do vir a ser contido em cada marioneta.
Na linguagem do teatro de marionetas, para além de uma técnica de
construção e manipulação aprimoradas, é fundamental que o objeto construído
tenha o que transmitir. A busca de técnicas de manipulação de grande rigor, a
invenção de mecanismos sofisticados para conseguir movimentos perfeitos, a
modelação e pintura de rostos para que as marionetas pareçam humanos e possam
encantar o público são importantes, no entanto, o trabalho do artista vai muito
para além da técnica, é fundamental que existam aspirações artísticas, é
essencial que quando a marioneta sobe ao palco tenha o que dizer, que pense que
sinta e que a sua presença não seja meramente entretenimento.
Texto retirado do site da companhia: Teatro e Marionetas de Mandrágora 17.04.2013 Expressão Dramática da Marioneta
sábado
PROJETO DE ESCOLA - PINTURA NO MURAL
ISTO FOI UM PROJETO LANÇADO PELO PROFESSOR DE ARTE E DESENHO PARA PINTAR DOIS MUROS E DUAS PORTAS DE AULA NO QUAL OS DESENHOS DA TURMA FORAM SUBMETIDOS A CONCURSO
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| DESENHO PINTADO PELA TURMA - COLEGA |
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| DESENHO PINTADO PELA TURMA - CARLA |
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| ESBOÇO |
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| COLEGAS |

ESTA FOI USADA APENAS PARA CHAMAR ATENÇÃO DOS GRAFITES - ADEGA E TRUPE - QUE SIGNIFICAVAM O REFEITÓRIO (MAS O QUE BEBÍAMOS NA ALTURA) E O GRUPO QUE SE ENCONTRAVA SEMPRE NO MESMO SITIO (ERAM JEITOSOS, ERAM...) EHEHE
quinta-feira
A puta da Vida...
Estamos a simular que trabalhamos, que amamos, que odiamos, que fodemos, que queremos, que criamos, que somos artistas, pais, modernos, pais modernos, inovadores e únicos.
Estamos a simular que fazemos um espectáculo, estamos a simular que podemos mudar o mundo.
Simulamos cada vez melhor que estamos aqui.
Estamos a simular...
Estamos a simular...
Não pensas em ser puta quando fores grande, não pensas em ter um filho deficiente, não pensas em ter um acidente, não pensas em perder a quem amas.
Não pensas em ser nem tímido nem fracassado.
Não pensas em não ter ideias brilhantes e inovadoras.
Nem te imaginas a não ser uma artista.
Nem te imaginas a não viver em liberdade ou numa guerra.
Não pensas em sentir-te infeliz.
Mas ao mesmo tempo, por esquisito que pareça, passamos o tempo a evitar a infelicidade, a morte, a dor, o medo... ou pelo menos tentamos!
Há coisas que nunca queres ser, fazer ou converter. Há coisas que nunca queres que aconteçam, parece que sempre acontecem aos outros mas, de repente, um dia acontecem-te...
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