Construí este blog para arquivar todo o meu trabalho artístico feito ao longo da minha vida profissional

Servirá também para relatar ideias e contextos de trabalho.

BLOGUE EM CONSTRUÇÃO

quarta-feira

Como surgiu o pseudónimo – CARLLEX


Surgiu do nome Carla Alexandra. Os dois “aA” uniram-se e caíram. Juntou-se os dois “LL” que, curiosamente, formam o símbolo do meu signo gémeos - II

segunda-feira

Mudar a estratégia quando nada nos acontece... pode trazer novas perspectivas...

Havia um cego sentado na calçada em Paris, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira que, escrito com giz branco, dizia:

"Por favor, ajude-me, sou cego".

Um publicitário, da área de criação, que passava em frente a ele, parou e viu umas poucas de moedas no boné. Sem pedir licença, pegou no cartaz, virou-o, pegou no giz e escreveu outro anúncio.
Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi-se embora.
Pela tarde, o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia esmola.
Agora, o seu boné estava cheio de notas e moedas.
O cego reconheceu as pisadas e perguntou-lhe se tinha sido ele quem reescreveu o  seu cartaz, sobretudo querendo saber o que tinha escrito!

O publicitário respondeu:

"Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras".
Sorriu e continuou seu caminho.
O cego nunca soube, mas o seu novo cartaz dizia:
"Hoje é Primavera em Paris, e eu não posso vê-la".

terça-feira

PROJETO BYORK

Foi lançado um concurso pela cantora Byork para fazer um video clip onde estivesse inserido o manequim presente:



Foi estudado uma maquete (pelo celso Leite) que me pediu para construir uma marioneta para representação:


Aqui está o modelo a seguir:


 E aqui está a marioneta que montei:


Foi toda construída em Pasta de Fimo :)

domingo




 "A VIDA É UMA PEÇA DE TEATRO QUE NÃO PERMITE ENSAIOS.
POR ISSO, CANTE, CHORE, DANCE, RIA E VIVA INTENSAMENTE
ANTES QUE A CORTINA SE FECHE
E A PEÇA TERMINE SEM APLAUSOS.”

“Charlie Chaplin”

segunda-feira

PROJETO REVISTA



Um dos aspetos indispensáveis para a compreensão da linguagem do teatro de marionetas é a conceção de movimento.
É espantoso quando o movimento da marioneta é tão convincente que logo relacionamos com o movimento do ser humano. Essa é uma etapa importante a ser conquistada no trabalho com a marioneta, para em seguida criar o movimento próprio do personagem, com ritmos, respirações e intenções próprias.

É fundamental compreender as especificidades que caracterizam a linguagem da marioneta, pois não se trata apenas da reprodução realista das ações humanas, mas sim de transgredir essas referências, poetizando as suas ações, procurar superar a imitação e encontrar o ser de cada marioneta.

O maior desafio do marionetista é fazer com que a marioneta se possa expressar, produzindo a impressão de vida num corpo que se encontra fora do nosso próprio corpo, e isso exige íntima relação do ator/marionetista com o objeto.

Para que isso aconteça é também necessário dominar as técnicas de manipulação, garantindo que facilmente o manipulador se confunde com o objeto manipulado, os sentimentos de um são imediatamente transmitidos ao objeto, que por sua vez são interpretados pelo público.

Para adquirir a técnica é necessário dedicação, repetição de movimentos, domínio do foco, da neutralidade, controle sobre a respiração, sobre a força da presença da marioneta, o seu peso e eixo, dominar a técnica da triangulação, o ritmo, os silêncios, a qualidade da voz do ator/marionetista, princípios que só serão obtidos no trabalho árduo sobre a técnica de manipulação.

A marioneta inerte é um objeto, e o que o transforma em elemento teatral é a ação dramática, e quando o ator/marionetista manipula a marioneta, é também o seu corpo que atua em cena.
A busca por um trabalho que reúna o desenvolvimento destas habilidades de neutralidade e contracena, exige do marionetista uma pesquisa no campo do teatro e da dança, procurando ferramentas técnicas que o auxiliem no desenvolvimento corporal.

O trabalho corporal do ator/marionetista não é assim limitado à apropriação de uma técnica por meio da repetição de exercícios, pois cada movimento em palco tem um significado e o ator/marionetista que trabalha com esse modelo, concentra-se não apenas nos movimentos da marioneta, mas também nos movimentos do seu próprio corpo. Os movimentos realizados pela marioneta são pensados e estudados para que transmitam o significado escolhido, bem como os movimentos do marionetista. Neste trabalho de movimento e cumplicidade a marioneta e o marionetista trabalhem em consonância com a cena.
Nesta fase é necessário existir uma partitura gestual e de ação.

Se a marioneta por si só não se movimenta, toda a construção de movimentação tanto do marionetista como da marioneta deve ser estruturada.
Se o ator/marionetista no seu trabalho está aberto às diversas possibilidades, técnicas e de linguagens, disposto a fazer descobertas, e predisposto a se surpreender com a marioneta, o seu trabalho de certeza que ganhará dimensão e alma, indispensável para a criação de um espetáculo de teatro de marionetas. A disponibilidade para descobrir e jogar permite ao marionetista estar atento e ampliar a sua técnica e o seu domínio sobre qualquer objeto/marioneta, olhando-o mais intimamente, percebendo a possibilidade do vir a ser contido em cada marioneta.

Na linguagem do teatro de marionetas, para além de uma técnica de construção e manipulação aprimoradas, é fundamental que o objeto construído tenha o que transmitir. A busca de técnicas de manipulação de grande rigor, a invenção de mecanismos sofisticados para conseguir movimentos perfeitos, a modelação e pintura de rostos para que as marionetas pareçam humanos e possam encantar o público são importantes, no entanto, o trabalho do artista vai muito para além da técnica, é fundamental que existam aspirações artísticas, é essencial que quando a marioneta sobe ao palco tenha o que dizer, que pense que sinta e que a sua presença não seja meramente entretenimento. 
 Clara Ribeiro


sábado

PROJETO DE ESCOLA - PINTURA NO MURAL

ISTO FOI UM PROJETO LANÇADO PELO PROFESSOR DE ARTE E DESENHO PARA PINTAR DOIS MUROS E DUAS PORTAS DE AULA NO QUAL OS DESENHOS DA TURMA FORAM SUBMETIDOS A CONCURSO 
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DESENHO PINTADO PELA TURMA - COLEGA

DESENHO PINTADO PELA TURMA - CARLA

ESBOÇO

COLEGAS



ESTA FOI USADA APENAS PARA CHAMAR ATENÇÃO DOS GRAFITES - ADEGA E TRUPE - QUE SIGNIFICAVAM O REFEITÓRIO (MAS O QUE BEBÍAMOS NA ALTURA) E O GRUPO QUE SE ENCONTRAVA SEMPRE NO MESMO SITIO (ERAM JEITOSOS, ERAM...) EHEHE 


quinta-feira

A puta da Vida...

Estamos a simular que trabalhamos, que amamos, que odiamos, que fodemos, que queremos, que criamos, que somos artistas, pais, modernos, pais modernos, inovadores e únicos.
Estamos a simular que fazemos um espectáculo, estamos a simular que podemos mudar o mundo.
Simulamos cada vez melhor que estamos aqui.
Estamos a simular...
Não pensas em ser puta quando fores grande, não pensas em ter um filho deficiente, não pensas em ter um acidente, não pensas em perder a quem amas.
Não pensas em ser nem tímido nem fracassado.
Não pensas em não ter ideias brilhantes e inovadoras.
Nem te imaginas a não ser uma artista.
Nem te imaginas a não viver em liberdade ou numa guerra.
Não pensas em sentir-te infeliz.
Mas ao mesmo tempo, por esquisito que pareça, passamos o tempo a evitar a infelicidade, a morte, a dor, o medo... ou pelo menos tentamos!
Há coisas que nunca queres ser, fazer ou converter. Há coisas que nunca queres que aconteçam, parece que sempre acontecem aos outros mas, de repente, um dia acontecem-te...